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10/06/09

10 de Junho dia de Portugal...

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Ao desconcerto do Mundo

Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.


Luís de Camões

09/06/09

Parabéns Alice

Alice
Uma das grandes bênçãos da vida
é a experiência que os anos vividos nos concedem.
Aniversariar é uma amostra das oportunidades.
Hoje, mais uma janela se abre diante dos teus olhos,
Mais um espinho foi retirado da flor,
Restando somente a beleza de tão bela data.
Os sintomas da felicidade traduzem-se no optimismo,
Na fé, na esperança e no empenho por se ser melhor a cada dia.
Continua trilhando pelo vales da vida, pois um dia encontrarás o mais belo jardim, o jardim que representará a realização dos teus maiores sonhos ”.
Feliz Aniversário
Sê Feliz Hoje e Sempre…


05/06/09

Hoje é o Dia Mundial do Ambiente

Dia Mundial do Ambiente 2009
União na luta contra as Alterações Climáticas
Num ano decisivo para o combate às Alterações Climáticas, o lema do Dia apela à união dos cidadãos na defesa desta causa comum. O México foi o país escolhido como anfitrião das celebrações que em Portugal decorrerão na Paisagem Protegida da Serra do Açor.
O dia Mundial do Ambiente é comemorado desde 1972, quando foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para marcar o início da Conferência de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano.
A data pretende consciencializar a população mundial sobre o ambiente e potenciar atenção e acção políticas. Em 2009 o dia é dedicado às Alterações Climáticas que serão tema de uma Conferência Internacional que decorrerá em Copenhaga antes do fim do ano e onde se assinará um protocolo pós-Quioto.

O lema de 2009 é então “O seu planeta precisa de si – una-se para combater as alterações Climáticas”.

Simbolicamente, o anfitrião das celebrações deste ano é o México, país que tem vindo a ganhar notoriedade na luta contra as Alterações Climáticas, de que a crescente participação nos “mercados do Carbono” é um bom exemplo.
retirado da net

04/06/09

Ajudar a Marta

Três dadores dão vida a Marta

Inglês, americano e espanhol podem salvar a menina
Os próximos dias serão decisivos para se apurar qual será o dador de medula óssea para a Marta, entre os três potenciais candidatos encontrados. Segundo Manuel Abecassis, director do Serviço de Transplantação do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, os dadores são de nacionalidade inglesa, norte-americana e espanhola.

CM-04Junho 2009

01/06/09

No dia da Criança...

...para a minha filha Rita
Olhos verdes azulados
ou azul esverdeados,
encontro perfeito do mar e do céu...
cabelos compridos
macios e brilhantes,
castanhos dourados
castanhos de mel...
Criança esperança
não tem mais fim
beleza saída de dentro de mim!

Tem um jeito dengoso
por ser muito amada,
génio caprichoso,
menina mimada,
É o meu maior tesouro,
filhinha adorada.

As Crianças são o Melhor do Mundo

1 de Junho, Dia Mundial da Criança

Que dia de Criança?!

Passo por ti,
Numa rua qualquer,
De uma cidade qualquer,
Que poderia ser do meu País.
Os teus olhos,
De inocência,
Grandes e doces...
De olhar de pesar,
Fitam-me, com réstias de esperança.

Fraquejo, e desvio o olhar
Por momentos...
Alternando,
Perdido, no chão que piso.

Insistes, com o teu olhar
Triste e suplicante.
De cara suja,
De lágrimas roliças.
De cabelo sujo e revolto.
De roupas gastas,
E descalço
Estendes a mão...

De mão estendida,
Suplicas,
por uma esmola...
do tamanho do teu pequeno mundo,
da tua curta vida,
e da minha grande indiferença.

Passo por ti,
De ar indiferente,
De coração pesado,
De vergonha.

Descalço
E calção roto,
De cara suja,
Acompanhas-me
De mão estendida,
Numa ladainha de miséria,
Suplicas...
Uma esmola,
Uma moeda,
Perdido e só, no mundo
Sem eira nem beira,
Apenas com a esperança, como companheira.

Cada passo que dou,
Mais a vergonha me pesa.

Não são as moedas,
Nem um bocado de pão
Que me alivia.
Nem a vergonha que sinto,
Nem a indiferença que mostro
É uma raiva, contida
Como os soluços, que abafas
Em sonhos de criança.

Numa rua qualquer,
De uma cidade qualquer,
Que podia ser do meu País,
Passo por ti.

De mão estendida,
Choras a vida desmedida
A amargura do teu fado,
E eu passo ao lado...
Indiferente...

Quantas crianças...
Quantas vidas...
E quanta indiferença
Tal o egoísmo,
Que nasceu em nós.
No teu dia de criança
Nasce a esperança.
Em mim,
Apenas lembrança.
Augusto P.Gil

29/05/09

AJUDA-TE, QUE O CÉU TE AJUDARÁ.

Narra-se que um sábio caminhava com os discípulos por uma estrada tortuosa, quando encontraram um homem piedoso que, ajoelhado, rogava a Deus que o auxiliasse a tirar seu carro do atoleiro.
Todos olharam o devoto, sensibilizaram-se e prosseguiram. Alguns quilómetros à frente, havia um outro homem, que tinha, igualmente, o carro atolado num lodaçal. Este, porém, esbracejava reclamando, mas tentava com todo empenho retirar o veículo.
Comovido, o sábio propôs aos discípulos ajudá-lo. Reuniram todas as forças e conseguiram retirar o transporte do atoleiro.
Após os agradecimentos o viajante se foi feliz.

Os aprendizes surpresos, indagaram ao mestre: senhor, o primeiro homem orava, era piedoso e não o ajudamos. Este, que era rebelde e até praguejava, recebeu nosso apoio. Porquê?Sem se perturbar, o nobre professor respondeu: aquele que orava, aguardava que Deus viesse fazer a tarefa que a ele competia. O outro, embora desesperado por ignorância, empenhava-se, merecendo auxílio.
Muitos de nós costumam agir como o primeiro viajante. Diante das dificuldades que nos parecem insolúveis, acomodamo-nos, esperando que Deus faça a parte que nos cabe para a solução do problema. Nós podemos e devemos empregar esforços para melhorar a situação em que nos encontramos.

Não nos devemos acomodar à espera de um "milagre", e sim reerguermos a cabeça, apesar dos problemas, lutarmos com perseverança e procurar soluções.

28/05/09


O INFANTE


Deus quere, o homem sonha, a obra nasce.

Deus quis que a terra fosse toda uma,

Que o mar unisse, já não separasse.

Sagroute, e foste desvendando a espuma,


E a orla branca foi de ilha em continente,

Clareou, correndo, até ao fim do mundo,

E viu-se a terra inteira, de repente,

Surgir, redonda, do azul profundo.


Quem te sagrou criou-te português.

Do mar e nós em ti nos deu sinal.

Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.

Senhor, falta cumprir-se Portugal!

Fernando Pessoa

25/05/09

Boa Semana para todos

sorria - Recados Para Orkut

22/05/09

No Quinto Império que sonhou, ...


sonhava o homem lusitano à medida do mundo. E foi ele o pioneiro. Original no ser universal... Misto de génio, mago e aventureiro.
Miguel Torga

O Quinto Império
Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raíz --
Ter por vida sepultura.
Eras sobre eras se somen
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!
E assim, passados os quatro
Tempos do ser que sonhou,
A terra será teatro
Do dia claro, que no atro
Da erma noite começou.
Grécia, Roma, Cristandade,Europa --
os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?
Fernando Pessoa, in Mensagem

Bom fim de semana

19/05/09



Leveza
Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.
E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante, mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.
Cecília Meireles

18/05/09

Lágrimas Ocultas


Lágrimas ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...


E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca

10/05/09

Um poema de Sophia de Mello Breyner

Com Fúria e Raiva

Com fúria e raiva acuso o demagogo


E o seu capitalismo das palavras

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada

Que de longe muito longe um povo a trouxe

E nela pôs sua alma confiada


De longe muito longe desde o início

O homem soube de si pela palavra

E nomeou a pedra a flor a água

E tudo emergiu porque ele disse

Com fúria e raiva acuso o demagogo

Que se promove à sombra da palavra

E da palavra faz poder e jogo

E transforma as palavras em moeda

Como se fez com o trigo e com a terra


Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"

08/05/09

Tenha um bom dia

Frases - Graphics, Graficos e Glitters Para Orkut


05/05/09

Árvores do Alentejo

Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!


Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
--- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!


(Florbela Espanca)

04/05/09

Boa Semana para todos











foto retirada de "http://floresdobeijaflor.blogspot.com/"

03/05/09

Para ti Mãe


Mãe

Dantes, quando a deixava,
As férias já no fim,
Ela vinha à janela
Despedir-se de mim.
Depois, quando na estrada,
Olhava para trás,
Deitava-me ainda a benção
Para que eu fosse em paz.
Dali não se movia,
À vidraça encostada,
Até que eu me perdia
Já na curva da estrada.
Hoje, se olho, calo-me
E baixo os olhos meus!
Já não vem à janela
Para dizer-me adeus!

Chove, e a chuva é fria.
Noite! Nos montes distantes
O Inverno principia.
Um Inverno como dantes.
Ao redor do lume aceso
Todos ficamos a olhar...
Todos não, não somos todos,
Porque há vazio um lugar.
Esse lugar era o dela,
Que ninguém mais preencheu.
Mesmo com vida, na terra,
Era uma estrela no céu.

Alfredo Brochado, in "Bosque Sagrado"


02/05/09

A Primavera está de volta


É Primavera, o sol brilha em todo o seu esplendor, os pássaros chilreiam, as flores sorriem e as crianças brincam no campo na praia...

Imagem tirada da net

01/05/09

O 1.º de Maio e a Liberdade em Portugal


Dia do Trabalhador

A história conta-nos que a 1 de Maio de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos da América, quinhentos mil trabalhadores saíram às ruas numa manifestação pacífica para exigir um limite de oito horas por dia de trabalho. A polícia reprimiu e dispersou a manifestação, mas não sem antes ferir e matar dezenas de trabalhadores. A luta não parou por aí e, quatro dias depois, os operários saíram novamente à rua. Destes protestos resultaram, segundo dados da época, 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados, 3 condenados a prisão perpétua. E um exemplo para todo o mundo...


Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.


No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas". Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.
Na Europa o "Dia do Trabalhador" comemora-se sempre no dia 1 de Maio.

Em Portugal


O historiador José Mattoso revela que houve um reforço da luta do movimento operário português, no final do século XIX. Entre 1852 e 1910, ter-se-ão realizado cerca de 550 greves em Portugal.

A subida dos salários, a diminuição da jornada de trabalho e a melhoria das condições eram as principais exigências dos operários.

Durante a Iª República, festejou-se o Dia do Trabalhador. Mas, com a instituição da Ditadura, um dos primeiros diplomas aprovados dizia respeito ao estabelecimento dos feriados nacionais e destes não constava o Dia do Trabalhador.

Em 1933 foi decretada a "unicidade sindical" e o "controle governamental dos sindicatos". Durante o Estado Novo, as manifestações no Dia do Trabalho - e não do Trabalhador - eram organizadas e controladas pelo Estado.

Com o derrubar da ditadura, o primeiro 1 de Maio celebrado em Portugal depois do 25 de Abril foi a maior manifestação alguma vez organizada no país. Só na cidade de Lisboa juntaram-se mais de meio milhão de pessoas. Para muitos, esta foi a forma que encontraram de demonstrarem a sua adesão à revolução, que uma semana antes restituíra a democracia ao país.