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20/07/09



À Luz da Lua!


Íamos sós pela floresta amiga,

Onde em perfumes o luar se evola,

Olhando os céus, modesta rapariga!

Como as crianças ao sair da escola.


Em teus olhos dormentes de fadiga,

Meio cerrados como o olhar da rola,

Eu ia lendo essa balada antiga

D'uns noivos mortos ao cingir da estola...


A Lua-a-Branca, que é tua avozinha,

Cobria com os seus os teus cabelos

E dava-te um aspecto de velhinha!


Que linda eras, o luar que o diga!

E eu compondo estes versos, tu a lê-los,

E ambos cismando na floresta amiga...


António Nobre, in 'Só'

1 comentários:

entremares disse...

Na floresta... SÓ.
O luar, ao luar, com o luar.

Porque conseguem os poetas dizer isto?
Um dia, quando for grande... hei-de conseguir descobrir...

Uma óptima semana...