30/09/09
29/09/09
28/09/09
Olhando o mar, sonho sem ter de quê

Olhando o mar, sonho sem ter de quê
Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?
Ver claro! Quantos, que fatais erramos,
Em ruas ou em estradas ou sob ramos,
Temos esta certeza e sempre e em tudo
Sonhamos e sonhamos e sonhamos.
As árvores longínquas da floresta
Parecem, por longínquas, 'star em festa.
Quanto acontece porque se não vê!
Mas do que há pouco ou não há o mesmo resta.
Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.
Colhes rosas? Que colhes, se hão-de ser
Motivos coloridos de morrer?
Mas colhe rosas. Porque não colhê-las
Se te agrada e tudo é deixar de o haver?
Fernando Pessoa
25/09/09
17/09/09

Pela luz dos olhos teus
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Vinícius de Morais
16/09/09
À minha filha Rita

que iniciou ontem o novo ano lectivo.
Recomeça…
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
Recomeça…
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
14/09/09
11/09/09
10/09/09
A Frescura
Ah a frescura na face de não cumprir um dever!
Faltar é positivamente estar no campo!
Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!
Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros,
Faltei a todos, com uma deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que'eu saberia que não vinha.
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.
E tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,
Deliberadamente à mesma hora...
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o cigarro seguinte... Se é um gesto,
Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Ah a frescura na face de não cumprir um dever!
Faltar é positivamente estar no campo!
Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!
Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros,
Faltei a todos, com uma deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que'eu saberia que não vinha.
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.
E tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,
Deliberadamente à mesma hora...
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o cigarro seguinte... Se é um gesto,
Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
08/09/09
Manhãs de Setembro
_casal.jpg)
MANHÃS DE SETEMBRO
Manhãs de Setembro,
aragem fresca
construindo sonhos,
teias de gotas
enfeitando os matos,
perfume verde
a seguir meus passos,
lírios roxos
ponteando as margens
do fio de água
que escorre manso.
E tu E eu!
E a erva tombada
pelos corpos,
os lírios violados
na paixão.
E o céu!
Esse céu azul
sem limite.
O nosso limite.
A nossa eternidade!
Manhãs de Setembro,
aragem fresca
construindo sonhos,
teias de gotas
enfeitando os matos,
perfume verde
a seguir meus passos,
lírios roxos
ponteando as margens
do fio de água
que escorre manso.
E tu E eu!
E a erva tombada
pelos corpos,
os lírios violados
na paixão.
E o céu!
Esse céu azul
sem limite.
O nosso limite.
A nossa eternidade!
Helena Guimarães
02/09/09
01/09/09
Bom regresso ao trabalho

Férias?????? Já acabaram
É muito bom ter férias mas também é muito reconfortante voltar ao trabalho.
É bom saber que somos precisos,que há coisas que só nós fazemos, que temos trabalho, porque a avaliar pela situação económica do país, saber que no fim do mês teremos o nosso salário à espera é por si só motivo para um regresso alegre bem-disposto e com muita vontade de fazer mais e melhor.
24/07/09
E agora vou de férias...

Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
21/07/09
O Sono do Bebé

O SONO DO JOÃO
O João dorme...(Ó Maria,
Diz àquela cotovia
Que fale mais devagar:
Não vá o João acordar...)
Tem só um palmo de altura
E nem meio de largura:
Para o amigo orangotango
O João seria... um morango!
Podia engoli-lo um leão
Quando nasce! As pombas são
Um poucochinho maiores...
Mas os astros são menores!
O João dorme... Que regalo!
Deixá-lo dormir, deixá-lo!
Calai-vos, águas do moinho!
Ó Mar! fala mais baixinho...
E tu, Mãe! e tu, Maria!
Pede àquele cotovia
Que fale mais devagar:
Não vá o João acordar...
O João dorme, o Inocente!
Dorme, dorme eternamente,
Teu calmo sono profundo!
Não acordes para o Mundo,
Pode levar-te a maré:
Tu mal sabes o que isto é...
Ó Mãe! canta-lhe a canção,
Os versos do teu Irmão:
"Na vida que a Dor povoa,
Há só uma coisa boa,
Que é dormir, dormir, dormir...
Tudo vai sem se sentir."
Deixa-o dormir, até ser
Um velhinho... até morrer!
E tu vê-lo-ás crescendo
A teu lado (estou-o vendo
João! que rapaz tão lindo!)
Mas sempre sempre dormindo...
Depois, um dia virá
Que (dormindo)
passará do berço, onde agora dorme,
Para outro, grande, enorme:
E as pombas que eram maiores
Que João... ficarão menores!
Mas para isso, ó Maria!
Diz àquela cotovia
Que fale mais devagar:
Não vá o João acordar...
E os anos irão passando.
Depois, já velhinho, quando
(Serás velhinha também)
Perder a cor que, hoje, tem,
Perder as cores vermelhas
E for cheinho de engelhas,
Morrerá sem o sentir,
Isto é, deixa de dormir:
Acorda e regressa ao seio
De Deus, que é d'onde ele veio...
Mas para isso, ó Maria!
Pede àquela cotovia
Que fale mais devagar:
Não vá o João acordar...
António Nobre
20/07/09

À Luz da Lua!
Íamos sós pela floresta amiga,
Onde em perfumes o luar se evola,
Olhando os céus, modesta rapariga!
Como as crianças ao sair da escola.
Em teus olhos dormentes de fadiga,
Meio cerrados como o olhar da rola,
Eu ia lendo essa balada antiga
D'uns noivos mortos ao cingir da estola...
A Lua-a-Branca, que é tua avozinha,
Cobria com os seus os teus cabelos
E dava-te um aspecto de velhinha!
Que linda eras, o luar que o diga!
E eu compondo estes versos, tu a lê-los,
E ambos cismando na floresta amiga...
António Nobre, in 'Só'
15/07/09
Mil desempregados vigiam floresta

Correio da Manhã - 22 Junho 2009 - 00h30
Prevenção: Medidas de combate aos fogos
Mil desempregados vigiam floresta
Prevenção: Medidas de combate aos fogos
Mil desempregados vigiam floresta
Desempregado desde Fevereiro, Cláudio Fonte, de 32 anos, está desde o início do mês a trabalhar num posto de vigia no pinhal de Leiria, com a missão de detectar os fogos florestais logo à nascença e alertar as autoridades de Protecção Civil. É um dos mil desempregados contratados este Verão pela GNR, que lhes paga o almoço, a deslocação e 20 por cento do subsídio de desemprego.
No ano em que já arderam 16 227 hectares de floresta, entre povoamentos e matos, o que representa o quádruplo da área ardida em relação ao ano anterior (ver apoios), a GNR decidiu recrutar os vigilantes através dos centros de emprego, para dispor de uma 'maior oferta de candidatos' e ainda obter 'alguma poupança'.
A medida não foi bem aceite por alguns dos anteriores vigilantes, que 'já contavam com este emprego de Verão' e dizem ter 'um melhor conhecimento' do trabalho a desenvolver. 'Ainda não começou a época mais crítica e já reina a descoordenação, pois até dão alerta de chaminés de fábricas', disse um dos anteriores vigilantes, que pediu anonimato.
Os primeiros 140 vigilantes, que são responsáveis por 70 postos de vigia, começaram a trabalhar no início do mês e apenas entre as 11h00 e as 19h00. A partir de 1 de Julho estarão em funcionamento, 24 horas por dia, os 236 postos de vigia a cargo da GNR, aumentando para quase mil o número de vigilantes contratados para fazer este serviço.
Desde o início do mês, Cláudio Fonte ainda não detectou qualquer foco de incêndio, mas quando isso acontecer sabe o que fazer: 'Tenho uma mesa com monóculo que identifica o local, um PDA com um software que me dá as coordenadas e um rádio para comunicar com a central da Protecção Civil, que acciona os meios.'
O vigilante, que é solteiro, tem o 12º ano e reside na Praia de Vieira de em Leiria, aceitou este trabalho porque não gosta de 'estar parado'. 'Não vou fazer de desempregado carreira. Esta situação é temporária, até tomar um novo rumo.'
O agora vigilante Cláudio Fonte prestava assistência técnica numa empresa de componentes para moldes em plástico.
Dou os meus parabéns à GNR. Falta por os presos e os do "rendimento minimo" a fazer algo de útil.
E já agora quem não aceitar ... o melhor é ir para casa descansar...sem subsidio!!!!!!!!!
Meu País Desgraçado
Meu país desgraçado!...
E no entanto há Sol a cada canto
e não há Mar tão lindo noutro lado.
Nem há Céu mais alegre do que o nosso,
nem pássaros, nem águas ...
Meu país desgraçado!...
Por que fatal engano?
Que malévolos crimes
teus direitos de berço violaram?
Meu Povo
de cabeça pendida, mãos caídas,
de olhos sem fé
— busca, dentro de ti, fora de ti, aonde
a causa da miséria se te esconde.
E em nome dos direitos
que te deram a terra, o Sol, o Mar,
fere-a sem dó
com o lume do teu antigo olhar.
Alevanta-te, Povo!
Ah!, visses tu, nos olhos das mulheres,
a calada censura
que te reclama filhos mais robustos!
Povo anêmico e triste,
meu Pedro Sem sem forças, sem haveres!
— olha a censura muda das mulheres!
Vai-te de novo ao Mar!
Reganha tuas barcas, tuas forças
e o direito de amar e fecundar
as que só por Amor te não desprezam!
Sebastião da Gama
Meu país desgraçado!...
E no entanto há Sol a cada canto
e não há Mar tão lindo noutro lado.
Nem há Céu mais alegre do que o nosso,
nem pássaros, nem águas ...
Meu país desgraçado!...
Por que fatal engano?
Que malévolos crimes
teus direitos de berço violaram?
Meu Povo
de cabeça pendida, mãos caídas,
de olhos sem fé
— busca, dentro de ti, fora de ti, aonde
a causa da miséria se te esconde.
E em nome dos direitos
que te deram a terra, o Sol, o Mar,
fere-a sem dó
com o lume do teu antigo olhar.
Alevanta-te, Povo!
Ah!, visses tu, nos olhos das mulheres,
a calada censura
que te reclama filhos mais robustos!
Povo anêmico e triste,
meu Pedro Sem sem forças, sem haveres!
— olha a censura muda das mulheres!
Vai-te de novo ao Mar!
Reganha tuas barcas, tuas forças
e o direito de amar e fecundar
as que só por Amor te não desprezam!
Sebastião da Gama
10/07/09
Exaltação

Nela Vicente
Viver!... Beber o vento e o sol!... Erguer
Ao Céu os corações a palpitar!
Deus fez os nossos braços pra prender,
E a boca fez-se sangue pra beijar!
A chama, sempre rubra, ao alto, a arder!...
Asas sempre perdidas a pairar,
Mais alto para as estrelas desprender!...
A glória!... A fama!... O orgulho de criar!...
Da vida tenho o mel e tenho os travos
No lago dos meus olhos de violetas,
Nos meus beijos extáticos, pagãos!...
Trago na boca o coração dos cravos!
Boémios, vagabundos, e poetas:
Como eu sou vossa Irmã, ó meus Irmãos!...
Florbela Espanca
07/07/09
06/07/09
05/07/09
03/07/09
02/07/09
Alexandre O'Neil
Gaivota
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Alexandre O'Neil - Poeta: 1924 - 1986
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Alexandre O'Neil - Poeta: 1924 - 1986
01/07/09
A Terra

(Van Gogh)
A Terra
Também eu quero abrir-te e semear
Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.
Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.
Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!
Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.
Terra, minha aliada
Na criação! Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!
E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás de parir depois...
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.
Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!
A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos...
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.
Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!
Miguel Torga
26/06/09
Sarau da Rita
Atenção Pais...
Consumo de álcool
Uma em cada 10 pessoas na Europa morre por consumo de álcool
Novo estudo britânico adianta que a taxa de morte por alcoolismo na Europa é mais do dobro da que se regista a nível mundial.
Uma em cada 10 pessoas na Europa morre por consumo de álcool
Novo estudo britânico adianta que a taxa de morte por alcoolismo na Europa é mais do dobro da que se regista a nível mundial.
Uma em cada dez pessoas na Europa morre devido ao consumo de álcool, enquanto a nível mundial a taxa é de um por cada 25 habitantes, indicam estudos hoje publicados pela revista médica britânica «The Lancet».
De acordo com uma investigação realizada por Jürgen Rehm, do Centro para a Adição e Saúde Mental de Toronto, o consumo médio no mundo é de 6,2 litros álcool por ano, o equivalente a 12 unidades por semana, sendo que uma unidade equivale a 10 gramas de álcool puro, dez centilitros de vinho ou 25 centilitros de cerveja.
Este consumo varia entre 21,5 unidades por semana na Europa, 18 unidades na América do Norte e apenas 1,3 unidades nos países do mediterrâneo oriental.
Fonte: Agência Lusa
24/06/09
23/06/09
Foi no mar que aprendi

Foi no mar que aprendi
Foi no mar que aprendi o gosto da forma bela
Ao olhar sem fim o sucessivo
Inchar e desabar da vaga
A bela curva luzidia do seu dorso
O longo espraiar das mãos da espuma
Por isso nos museus da Grécia antiga
Olhando estátuas frisos e colunas
Sempre me aclaro mais leve e mais viva
E respiro melhor como na praia
Sophia de Mello Breyner Andresen
22/06/09
21/06/09
18/06/09
É Urgente...

Urgentemente
É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.
É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.
Eugénio de Andrade
11/06/09
Boa sexta feira

Vamos ao trabalho...
Pois é os feriados já lá vão e vem aí mais uma sexta feira de trabalho.
Bom trabalho para todos.
10/06/09
10 de Junho dia de Portugal...
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades PortuguesasAo desconcerto do Mundo
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.
Luís de Camões
09/06/09
Parabéns Alice
Alice Uma das grandes bênçãos da vida
é a experiência que os anos vividos nos concedem.
Aniversariar é uma amostra das oportunidades.
Hoje, mais uma janela se abre diante dos teus olhos,
Mais um espinho foi retirado da flor,
Restando somente a beleza de tão bela data.
Os sintomas da felicidade traduzem-se no optimismo,
Na fé, na esperança e no empenho por se ser melhor a cada dia.
Continua trilhando pelo vales da vida, pois um dia encontrarás o mais belo jardim, o jardim que representará a realização dos teus maiores sonhos ”.
Feliz AniversárioSê Feliz Hoje e Sempre…
05/06/09
Hoje é o Dia Mundial do Ambiente
Dia Mundial do Ambiente 2009 União na luta contra as Alterações Climáticas
Num ano decisivo para o combate às Alterações Climáticas, o lema do Dia apela à união dos cidadãos na defesa desta causa comum. O México foi o país escolhido como anfitrião das celebrações que em Portugal decorrerão na Paisagem Protegida da Serra do Açor.
O dia Mundial do Ambiente é comemorado desde 1972, quando foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para marcar o início da Conferência de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano.
A data pretende consciencializar a população mundial sobre o ambiente e potenciar atenção e acção políticas. Em 2009 o dia é dedicado às Alterações Climáticas que serão tema de uma Conferência Internacional que decorrerá em Copenhaga antes do fim do ano e onde se assinará um protocolo pós-Quioto.
O lema de 2009 é então “O seu planeta precisa de si – una-se para combater as alterações Climáticas”.
Simbolicamente, o anfitrião das celebrações deste ano é o México, país que tem vindo a ganhar notoriedade na luta contra as Alterações Climáticas, de que a crescente participação nos “mercados do Carbono” é um bom exemplo.
retirado da net
04/06/09
Ajudar a Marta
Três dadores dão vida a MartaInglês, americano e espanhol podem salvar a menina
Os próximos dias serão decisivos para se apurar qual será o dador de medula óssea para a Marta, entre os três potenciais candidatos encontrados. Segundo Manuel Abecassis, director do Serviço de Transplantação do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, os dadores são de nacionalidade inglesa, norte-americana e espanhola.
CM-04Junho 2009
01/06/09
No dia da Criança...
...para a minha filha RitaOlhos verdes azulados
ou azul esverdeados,
encontro perfeito do mar e do céu...
cabelos compridos
macios e brilhantes,
castanhos dourados
castanhos de mel...
Criança esperança
não tem mais fim
beleza saída de dentro de mim!
Tem um jeito dengoso
por ser muito amada,
génio caprichoso,
menina mimada,
É o meu maior tesouro,
filhinha adorada.
As Crianças são o Melhor do Mundo
1 de Junho, Dia Mundial da Criança
Que dia de Criança?!
Que dia de Criança?!Passo por ti,
Numa rua qualquer,
De uma cidade qualquer,
Que poderia ser do meu País.
Os teus olhos,
De inocência,
Grandes e doces...
De olhar de pesar,
Fitam-me, com réstias de esperança.
Fraquejo, e desvio o olhar
Por momentos...
Alternando,
Perdido, no chão que piso.
Insistes, com o teu olhar
Triste e suplicante.
De cara suja,
De lágrimas roliças.
De cabelo sujo e revolto.
De roupas gastas,
E descalço
Estendes a mão...
De mão estendida,
Suplicas,
por uma esmola...
do tamanho do teu pequeno mundo,
da tua curta vida,
e da minha grande indiferença.
Passo por ti,
De ar indiferente,
De coração pesado,
De vergonha.
Descalço
E calção roto,
De cara suja,
Acompanhas-me
De mão estendida,
Numa ladainha de miséria,
Suplicas...
Uma esmola,
Uma moeda,
Perdido e só, no mundo
Sem eira nem beira,
Apenas com a esperança, como companheira.
Cada passo que dou,
Mais a vergonha me pesa.
Não são as moedas,
Nem um bocado de pão
Que me alivia.
Nem a vergonha que sinto,
Nem a indiferença que mostro
É uma raiva, contida
Como os soluços, que abafas
Em sonhos de criança.
Numa rua qualquer,
De uma cidade qualquer,
Que podia ser do meu País,
Passo por ti.
De mão estendida,
Choras a vida desmedida
A amargura do teu fado,
E eu passo ao lado...
Indiferente...
Quantas crianças...
Quantas vidas...
E quanta indiferença
Tal o egoísmo,
Que nasceu em nós.
No teu dia de criança
Nasce a esperança.
Em mim,
Apenas lembrança.
Augusto P.Gil
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